quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ansiedade


Tenho que estudar, isso é fato. Tenho prova na quarta, e quatro textos estão a minha espera. Ontem não consegui estudar – leia-se, faltou coragem e disposição, a preguiça me pegou –, portanto tenho que começar o quanto antes.

São 12:30 e estou no computador, daqui a meia hora pretendo começar a ler o primeiro texto. Já saí do MSN e Orkut, agora é só youtube.

Muito legal esse vídeo. Ah, vou ver também esse vídeo relacionado. Agora vou ver esse outro. Muito bom O Aprendiz. O primeiro foi o melhor, sem dúvidas! Por que ela teve que dizer isso, hein? Foi dizer que não estava preparada! Mas eu entendo.

Ok, hora de estudar... Ah, vou ficar só mais um pouco, o texto é muito chato e complicado, quero adiar esse sofrimento. O problema é que depois vou ter pouco tempo pra ler... que seja.

Vou tomar sorvete, ainda tem um pouco na geladeira. Esse sorvete está tão gostoso, nem parece que é da Gelice. Quase todo mundo já deve ter lido no mínimo um texto, e eu aqui na ociosidade youtubiana. Que engraçado esse vídeo! Vou ver esse outro aqui...

Já são quase 15:00, tenho que sair! Ah, já sei, vou comer algo: salgadinhos e suco. Nossa, estou farto! O Semana em Pânico da Jovem Pam é legal. Essa Amanda é uma graça, sempre implicando com os convidados do programa. Ai, ai, tenho que estudar, mas me falta coragem.

Já são 16:00! Como o tempo passou rápido! Tenho que parar de roer as unhas, desde 2007 não faço isso! Já que estou aqui até agora, vou ficar até 17:00. Não vou mais roer unhas, só assistir vídeos. Só esse aqui. E esse aqui. E esse outro.

Ai, que dor de cabeça, deve ser devido à tela do computador. Vou sair, agora é pra valer! Textos, para que te quero?...

O que é o virtual, Pierre Lévy.


Esse texto foi escrito hoje (quarta-feira) e retrata meu sofrimento na segunda.

(A prova foi ótima, se querem saber)

domingo, 13 de setembro de 2009

Queda livre


Certas circunstâncias na vida nos tornam absolutamente ridículos. O curioso é que temos consciência dessa situação e aceitamos passivamente. É como se estivéssemos anestesiados; assistimos a tudo naturalmente, incapazes de exercer qualquer reação; perdemos o senso do grotesco, voltamos a ser crianças.

E eu que sempre fui tão prático, racional, sempre encarando a vida com objetividade, agora me vejo agindo muitas vezes com o coração. Tenho vivido num exercício constante de tolerância, em que a capacidade de entender pequenas falhas e aceitar “defeitos” se expande a todo tempo. Não há espaço para egoísmo ou individualismo, a palavra é “compartilhar”, e, até mesmo “ceder”. Aliás, o mais difícil são as concessões, no entanto, são inevitáveis e naturais. Às vezes, podem tornar-se prazerosas também, um absurdo para os que observam.

A metáfora do penhasco aparece aqui, com algumas alterações: um vento leve e sorrateiro me jogou de um penhasco, estou caindo rapidamente e, apesar dos obstáculos que surgem na queda, a sensação é boa. Tem algo mais ridículo do que isso? E aí me vejo mais poético, sonhador, fantasioso, sentimental. Escuto a mesma música triste e uma lágrima desce ao mesmo rosto. As mais fortes emoções se revelam nos mais simples pensamentos, gestos, lembranças e canções.

É desnecessário dizer que não escolhi isso. Foi tudo culpa do vento. No entanto, a queda tem sido leve e macia, e tem trazido bastante segurança também. Posso dizer, ainda, que me sinto mais livre. As asas já estão criadas e quero voar pra sempre.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

I'm back

Olá, como estão vocês? [Tentando disfarçar a minha vergonha por um post que deveria ter saído há tempos] Eu vou bem. :)

As férias já começaram (não estranhem, eis o calendário da minha universidade), e eu, depois de provas, seminários, trabalhos, algumas aulas extremamente chatas (economia sucks), estou aqui novamente. É que eu tenho essa característica/defeito: não consigo me concentrar em escrever ou ler qualquer outra coisa, quando sei que tenho textos, apostilas, livros da faculdade a minha frente. Algo que eu vou tentar mudar; deixarei isso aqui mais atualizado.

Faculdade

Esse semestre não foi fácil. Paguei disciplinas não muito interessantes, bem complicadas, chatas, que me fizeram até questionar a sua importância para o curso. Mas não teve jeito, tive que estudar (leia-se, entrar em desespero, meter a cara nas apostilas, stress total em minha vida), mesmo que contrariado. Passei em todas sem precisar ir pra recuperação, ainda bem. Mas o trauma ficou, levarei sequelas para a vida toda (né, economia?). P.S.: Paguei também disciplinas muito boas, apresentei ótimos seminários.

Palavras-chave: Preocupação. Stress. Alívio.

Trabalho

Com certeza, minha maior alegria nesse ano. Sinto-me feliz, satisfeito, ao entrar em uma sala de aula e ensinar o que eu sei. Mais feliz ainda quando percebo o crescimento dos meus alunos: feliz por eles e por mim, pois é a prova de que estou desempenhando bem o meu papel. Esse discurso pode ser meio clichê e soar falso, mas é a verdade: nada melhor do que constatar uma nota máxima em uma prova. Além disso, tenho melhorado em inúmeros aspectos: minha timidez tem diminuído; minha capacidade de expressão, aumentado; tenho exercitado valores de organização, paciência, e tolerância (e haja paciência e tolerância! haha). Enfim, reclamar de quê?

Palavras-chave: Alegria. Satisfação. Crescimento.

Férias

De férias da faculdade e estou aproveitando para organizar minha vida. No PC, tenho excluído várias imagens, textos, músicas e tudo o mais. No armário, textos, apostilas, trabalhos e provas da faculdade estão organizados em pastas. Se você não sabe a importância desse processo, leia o quinto parágrafo desse post: so many little things. É impressionante o quanto eu me sinto leve ao excluir um simples arquivo do meu computador, é praticamente uma sessão de descarrego. Nessas férias, tenho trabalhado a lot também (falei férias da faculdade, não do trabalho). No mais, tenho me divertido por aí.

Palavras-chave: Organização. Trabalho. Diversão.

No final do meu último post, mandei “...voltarei, e você saberá quem eu sou”. Que drama, não? haha! Mas é isso aí, efeito de um semestre conturbado.

Como as férias também trazem ociosidade (haha), em um dos meus momentos de desocupado resolvi fazer esse vídeo: eu e amigos. Só aparecem pessoas especiais.


video


P.S.: Eu falei que só aparecem pessoas especiais, mas nem todas as pessoas especias constam aí. Algumas pessoas não estão no vídeo pelo simples fato de que nós não tínhamos fotos juntos, mas elas sabem que eu as amo. ;)

Abraço!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

...e em meio ao caos...

Resumindo o que tem acontecido nos últimos dias: Provas e trabalhos da faculdade, além do exercício da minha profissão. Bem, nesse meio tempo, tenho feito observações, tirado conclusões, sobre a vida, a faculdade e o trabalho, mas os mesmos me impedem de vir aqui e exprimir a minha subjetividade. Quando dispor de mais tempo livre, voltarei, e você saberá quem eu sou.

domingo, 28 de junho de 2009

Man in the mirror

Na noite da última quinta-feira, 25, ministrava um minicurso sobre língua inglesa quando mostrei no data-show a capa do ábum "Thriller 25th" do cantor Michael Jackson, lançado no ano passado em comemoração aos 25 anos do lançamento do álbum original. Qual não foi minha surpresa quando, ao sair da sala de aula, descubro que o cantor havia morrido.

Ok, até aí tudo bem, todo mundo se surpreendeu com esse incidente tão inesperado e repentino. O fato é que, em mim, a surpresa rapidamente deu lugar a tristeza, fiquei realmente abalado com o que aconteceu. No caminho pra casa, já cantarolava trechos de "Ben" enquanto dirigia, numa tentativa de diminuir a tensão e angústia que me abatia. O "rei do pop" estava morto, até ele havia morrido, todo mundo um dia iria morrer e não havia nada a se fazer quanto a isso.

Ao contrário da maioria das pessoas, que a essa altura já devem estar cansadas de ver reportagens, vídeos e imagens da carreira do cantor na televisão ou internet, eu me interesso cada vez mais e corro pra frente da tv ao escutar as primeiras batidas de alguma música de sucesso. O fato é que tal figura sempre me interessou muito.

Não lembro exatamente a primeira vez que vi ou ouvi Michael Jackson, acho que grandes nomes tem esse poder de nos fazer pensar que sempre existiram em nossas vidas, como se não tivesse havido um começo. Quando era criança, tinha medo. Ao ver seus clipes e performances na tv, ao mesmo tempo que sentia admiração, sentia calafrios. Por vezes, me imaginava sendo perseguido por ele numa corrida pertubadora e emocionate dentro de casa.

Com o tempo, conforme ia conhecendo melhor não só o artista, mas a pessoa que ele era, a imagem aterrorizante foi se desfazendo, deixando lugar apenas a admiração. Quando era alvo de críticas e reprovações da sociedade pela forma excêntrica e curiosa que sempre se comportava, e até mesmo pelas inúmeras plásticas, eu não o enxergava com maus olhos e percebia um ser humano que precisava muito de ajuda. Minha intenção aqui não é defendê-lo, até porque não sou do tipo fanático (aliás, não suporto esse tipo), apenas não concordo com o condenamento por comportamentos considerados diferentes e esquisitos. Ninguém sabe os problemas pelos quais um ser humano tem que passar para chegar a um determinado ponto, não é verdade?

Nunca fui aquele fã de ter todos os álbuns, fotos e videoclipes. Aliás, o conceito de "fã" é tão relativo, eu nem sei se sou um. Talvez algumas pessoas podem achar que sim, outras não, o que pra mim é indiferente. Só quero deixar claro aqui o meu reconhecimento a esse artista que contribuiu não só para a música pop, mas para a música em geral, sendo a principal influência e inspiração de vários artistas da atualidade, de talento inegável e único, que apresentava uma incrível performance no palco, com uma voz e passos de dança incomparáveis, com músicas de sucesso absolutamente grandioso e que vai continuar sendo referência para várias pessoas.

É indiscutível, também, a importância de algumas mensagens que o cantor passou em suas músicas e, até mesmo, em suas próprias ações, mesmo podendo estas últimas ser consideradas "autopromoção" por alguns. De qualquer forma, foram mensagens de solidariedade e fraternidade que nunca (espero) serão esquecidas. No grammy de 1988, Jackson cantou "Man in the mirror", uma de minhas músicas preferidas, na qual afirma:

If you wanna make the world a better place, take a look at yourself, and then make a change.

(Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e mude.)

domingo, 3 de maio de 2009

Vazio


Deitado em minha cama, escrevo. Só isso. Meu computador está quebrado. Amanhã iniciam-se minhas aulas. Semana que será corrida, essa minha. Além de assistir aulas, agora também leciono.

Ontem saí com amigos, bebi. A cerveja às vezes tem um gosto bom. Já tinha prometido para os outros e para mim mesmo (mais para os outros) que iria parar. Não parei.

Meu quarto tá desorganizado. Meu armário e escrivaninha estão cheios de folhas, textos, provas, livros a ler, nem sei porque ainda não os organizei. Quando parar aqui o farei. Meu computador tá cheio de arquivos que eu nem preciso e ainda não joguei fora.

Pego meu celular, que estava carregando, e passo a escutar música. A música tem uma melodia triste e bonita. Penso em coisas a resolver, aulas, diários a fazer. Aonde é que queremos chegar? Será que será pra sempre assim? Eu procuro algo que ainda não encontrei. Desde que me entendo por gente foi assim, será que vai ser pra sempre? Mas não se preocupe comigo, eu vou ficar bem. Amanhã não vou entender bem por que escrevi isso.

E a música recomeça, over and over again. Não tenho mais vontade de fugir para um lugar distante, porque sei que quando voltasse seria tudo do mesmo jeito. A não ser que fosse pra sempre, aí sim eu iria. Escrevo algo e risco. Começo a rabiscar o que foi apagado. Não entendo bem por que essa música não ganhou o oscar e perdeu para "when you believe". Gosto das suas músicas, mas a que estou a escutar me emociona mais.

Tenho uma idéia. Vou fechar os olhos, escutar música e esperar anoitecer. Quando acordar, tudo vai ser diferente. Não existirá mais maldade, sofrimento, hipocrisia, injustiça, preconceito, minha coisas estarão organizadas e meu computador funcionando.

03-05-09

segunda-feira, 23 de março de 2009

Comunicólogo, sim

Volto a escrever aqui depois de uma década. Não preciso dizer que o motivo de minha ausência foi e frequentemente será a faculdade. Não por falta de tempo de aparecer, mas é que preferi dar prioridade a algo em minha vida. Obviamente, o assunto de hoje é sobre... faculdade!
Tenho descoberto que eu preciso de uma nota máxima para me satisfazer. Isso é um defeito?
Tenho observado e ratificado minha face realista, pé-no-chão. Meus sonhos utópicos se perderam em minha infância, não gosto e nem costumo tê-los. Deixo para começar a sonhar quando me formar e me estabilizar profissionalmente, esse é meu sonho, atualmente.
Tenho descoberto que Comunicação Social é muito bom, o que se evidencia nos trabalhos e pesquisas que tenho feito, interessantes, atuais e que instigam a pesquisar.
Quero compartilhar um pouco desses trabalhos com vocês.
O primeiro, de Filosofia, abordava um assunto de grande importância e bastante discutido na atualidade: Mass Mídia, ou mídia de massa. Resumidamente, falava sobre os pontos positivos e negativos dos meios de comunicação de massa, como influenciam e padronizam a sociedade, e a importância de o ser humano questionar a qualidade de tudo aquilo que é veiculado por esses meios, a fim de apreender somente os valores verdadeiramente construtivos e investir em suas próprias idéias e originalidade, não se tornando uma mera cópia dos demais indivíduos.
Um certo vídeo foi sensação e motivo de comentários positivos sobre nossa apresentação.
Com vocês, Admirável Chip Novo, Pitty.

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Mais recentemente, adentrei um pouco na História e nas teorias sobre a moda. “A moda como fenômeno social” foi apresentado para a disciplina de Sociologia, e abordava, ainda, o culto e os efeitos da moda na sociedade. Eis o vídeo feito por mim e utilizado como parte da apresentação. Música: Jump, Madonna.

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O período está acabando, tenho "apenas" duas provas pela frente e um anteprojeto para fazer e apresentar. Título? "Sakura Card Captors e a construção do gênero feminino". Talvez depois eu resolva abordar gênero aqui, num surto psicótico, e então fale sobre o trabalho.
Abraços e até mais!